Avaliação De Imóveis – Os Bancos é Que Ganham
Para se solicitar um crédito habitação, é preciso ter um imóvel que se planeja comprar. Esse imóvel será avaliado pela financiadora de crédito, com a finalidade de determinar o valor de mercado do mesmo. É esse valor que o banco irá pagar pelo imóvel, ou o valor máximo que ele financiará e, por isso, essa é uma avaliação obrigatória, e sem a qual o crédito não será dado.
Existem diversas empresas que fazem a avaliação dos imóveis e, tecnicamente falando, a pessoa que solicita crédito poderia apresentar uma avaliação feita por qualquer uma delas, uma vez que os valores apresentados possivelmente não oscilariam muito, considerando-se que são feitos a partir de certos critérios. A grande questão está em um simples fato: os bancos não aceitam que qualquer empresa faça a avaliação em questão, mas apenas as empresas que eles escolham. Mas o que é que os bancos ganham com isso?
Primeiramente, essa exigência aumenta as hipóteses de o contrato ser fechado pelo consumidor que está pedindo crédito e aceita a exigência de fazer a avaliação imobiliária pela empresa designada pelo banco. É importante ressaltar que um pedido de crédito envolve sempre a cobrança de taxas e juros, ou seja: o banco ganha a cada empréstimo que concede. Como a avaliação é cobrada, uma pessoa dificilmente aceitará fazê-la sem ter certeza de que irá pedir o crédito naquela instituição financeira. Além disso, cada avaliação é cobrada pelo banco, que fica com uma boa parte do valor cobrado – menos da metade desse valor é repassado para a empresa que faz a avaliação do imóvel. Outro ponto importante: a avaliação solicitada por um banco dificilmente será aceita por outro. Com isso, se a pessoa não concordar com as cláusulas do contrato proposto ou não tiver o pedido de crédito aceito, terá que pagar uma nova avaliação se quiser recorrer a outra instituição financeira. Finalmente, os bancos podem pressionar para que os avaliadores baixem preço das casas.
Com isso, a avaliação dos imóveis só favorece o banco. Associações de defesa do consumidor, como a DECO, têm trabalhado para pressionar mudanças que façam com que isso deixe de ocorrer. Afinal, apenas sob pressão essa situação irá mudar.
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