Comparar Créditos Habitação – Spread, TAN E TAE

📅 09/09/2025

Main Image



Comparar Créditos HabitaçãoÉ difícil, em cenários de contenção de despesas, fazer futurismo, mas poderemos acautelar, com alguma previsão, os nossos débitos, a partir da nossa experiência quotidiana. Larga parte do nosso crédito pessoal mensal vai para o crédito à habitação. Avolumam-se os casos de incumprimento e o número de cidadãos que, impossibilitados de honrar os seus compromissos, têm de “entregar a casa ao banco”.


Para vencer contrariedades, o melhor será sempre jogar pelo seguro, estarmos informados dos empréstimos praticados, desde a  sua execução a impedimentos possíveis  na sua prossecução (perda do emprego, divórcio do cônjuge, …), documentando-nos em casos reais que nos possam servir de espelho e exemplo para estarmos a salvo da intempérie.

O conhecimento é a melhor defesa do sábio e, se se torna imperativo  contrair um empréstimo, o melhor será dominarmos alguns conceitos básicos, de forma a não nos sentirmos interlocutores da ininteligível língua dos economistas aquando de uma simulação de crédito habitação numa agência bancária.

 O ideal será dirigirmo-nos a várias instituições de crédito e colocar em cima da mesa o mesmo cenário, a mesma taxa Euribor, a mesmíssima situação, o mesmo número de anos do pagamento do total do crédito pretendido. Isto significa aplicar a idêntica taxa Euribor dum mesmo mês. Comparar os produtos com base nos mesmos critérios. A melhor situação será sempre aquela onde conseguirmos pagar o menor juro possível, no final desses anos todos a que hipoteticamente nos comprometemos saldar a dívida bancária.

Procuremos, então,  um baixo “spread” e uma baixa TAE. Esta taxa é um bom indicador para comparar diferentes créditos de habitação pois tem todos os encargos e custos associados com o empréstimo.

 Quanto à taxa Euribor, está fora do nosso controlo, dependente dos mercados internacionais, pelo que só se poderão fazer previsões. O critério que devemos utilizar é o que pagamos de juros ao longo da vida do empréstimo, independentemente do valor: vermos nos cenários apresentados quanto pagamos de juros no final do empréstimo e escolhermos o mais baixo possível.

E se o nosso horizonte contemplar o cenário dos créditos pessoais, o mais correto e mais simples é olhar para a TAEG (Taxa Anual Efetiva Global), e fazer créditos de curta duração. Não nos deixemos enganar pela publicidade complexa que só mostra as vantagens, pois “nem tudo o que reluz é ouro”… Muito importante: esta última taxa existe somente em Portugal para enfrentar o crescente recurso ao crédito pessoal e consequente endividamento (e incumprimento) dos portugueses …

Gostou do nosso artigo? Partilhe sff



(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); -->
Derechos de autor
Si cree que algún contenido infringe derechos de autor o propiedad intelectual, contacte en [email protected].


Copyright notice
If you believe any content infringes copyright or intellectual property rights, please contact [email protected].